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Cardápio no iFood que converte: ordem das categorias, nomes e fotos
Um cardápio no iFood que converte coloca no topo o que tem boa margem e boa saída, usa nomes que o cliente entende em um segundo, descreve porção e ingredientes sem enrolar e mostra fotos fiéis ao que chega na casa da pessoa. Ordem, nome e foto pesam mais do que a quantidade de itens. Excluir itens pouco vendidos pode ajudar, mas confira margem, procura e uso de ingredientes antes de reduzir a oferta.
Como o cliente lê o seu cardápio
Quem abre a sua loja no app geralmente já está com fome e com pressa. Rola a tela, bate o olho nas primeiras fotos e decide. A organização deve permitir encontrar o prato sem exigir uma longa busca.
Isso muda a pergunta. Não é "o que eu tenho para vender?", e sim "o que eu quero que a pessoa veja nos primeiros segundos?". As mudanças que mais costumam mexer com a conversão são as que melhoram esse começo de leitura. Os critérios abaixo são uma sequência de trabalho, não um ranking comprovado de impacto em conversão.
Passo 1: decida o que merece o topo
Antes de mexer em foto ou texto, liste cada item com quantas vezes vendeu no último mês e quanto sobra depois de CMV, embalagem e taxas. Se você não tem o CMV de cada prato, comece pelo guia de CMV de restaurante.
Com a lista na mão:
- Marque os itens que vendem bem e têm boa margem. Eles vão para o topo.
- Marque os que têm boa margem e vendem pouco. Eles precisam de foto e nome melhores, e talvez de uma posição mais alta.
- Marque os que vendem pouco e dão pouco. Candidatos a sair.
O blog de parceiros do iFood sugere uma sequência: promoções e combos primeiro, pratos principais do mais vendido para o menos vendido, depois sobremesas e bebidas (dicas oficiais). É uma boa base. O ajuste que fazemos é olhar margem junto com volume. Um item campeão de vendas com margem apertada não precisa de mais destaque. Precisa de revisão de preço ou de porção.
Passo 2: organize as categorias pela decisão do cliente
Categoria boa responde a uma pergunta que o cliente já tem na cabeça. "Lanches", "Combos", "Para dividir", "Sobremesas". Categoria ruim exige que a pessoa adivinhe o que tem dentro: "Especiais da casa", "Linha premium", "Novidades" sem dizer o quê.
Algumas regras práticas:
- Poucas categorias. Se o cliente precisa rolar muito até achar o lanche, você perdeu parte dele no caminho.
- Combo perto do topo. Pode facilitar a compra de uma refeição completa, desde que o conjunto tenha preço e margem adequados.
- Bebidas no fim. O próprio iFood lembra que a bebida aparece de novo no checkout, então não precisa ocupar espaço nobre.
- Categoria vazia ou com item pausado o tempo todo sai. Ela só ocupa tela.
Passo 3: nomes que se entendem sem descrição
O nome do item é lido antes da descrição, e muitas vezes no lugar dela. Um nome criativo que não diz o que é obriga o cliente a abrir o item para descobrir. Muitos não abrem.
Compare:
| Nome que atrapalha | Nome que ajuda |
|---|---|
| Monstro | Burger duplo com cheddar e bacon |
| Clássico da casa | Pizza calabresa grande (8 fatias) |
| Combo Feliz | Combo burger + batata média + refri lata |
Se o nome da casa faz parte da marca, mantenha, mas junte a explicação: "Monstro: burger duplo com cheddar e bacon". O cliente entende e a identidade fica.
Passo 4: descrição que tira dúvida
A descrição serve para responder o que impediria a compra. O iFood recomenda informar ingredientes, tamanho da porção e para quantas pessoas o prato serve (fonte). Acrescente o que gera reclamação na sua loja: se a batata vem junto ou não, se o molho vai separado, se tem cebola.
Um modelo simples:
- O que é, em uma linha.
- Ingredientes principais.
- Porção (gramas, fatias ou unidades) e para quantas pessoas.
- Observação que evita erro, quando houver.
Deixe adjetivos de fora. "Suculento" e "irresistível" não ajudam a decidir. "180 g de carne" ajuda.
Passo 5: fotos fiéis e iguais entre si
A foto é o elemento que mais chama atenção na rolagem. O iFood observa que não é preciso equipamento profissional, mas que as fotos do topo merecem cuidado especial, porque ali estão os produtos mais estratégicos.
Critérios que usamos para avaliar uma foto de cardápio:
- Fiel ao produto. Mostra o prato como ele chega, na embalagem ou montado de forma realista. Foto bonita demais vira expectativa frustrada e nota baixa.
- Luz clara. Luz natural de janela resolve a maioria dos casos.
- Fundo limpo. Sem pia, sem pano de prato, sem mão de funcionário.
- Mesmo padrão em todo o cardápio. Mesmo ângulo, mesmo fundo, mesma distância. Cardápio com fotos de estilos diferentes parece improvisado.
- Priorize fotos dos itens estratégicos. A imagem deve ajudar a entender o produto; compare o desempenho antes de atribuir a ela uma mudança nas vendas.
Se você usa imagem gerada ou muito editada, confira as regras vigentes no Portal do Parceiro. O critério de fidelidade vale de qualquer jeito.
Passo 6: complementos que somam
Complementos aumentam o ticket quando fazem sentido com o prato. Ponto da carne, adicional de queijo, troca de pão, molho extra. O erro comum é transformar o complemento em um segundo cardápio, com vinte opções que ninguém escolhe e que deixam o pedido lento.
Mantenha poucos complementos, com preço que respeite a margem do adicional. Queijo extra a preço simbólico pode custar mais do que rende.
Exemplo hipotético: um adicional de bacon custa R$ 2 de insumo e é vendido a R$ 6. Se 1 em cada 5 pedidos de burger levar o adicional, em 500 pedidos no mês são 100 adicionais e R$ 400 de saldo adicional após o insumo. Ainda faltam taxas, tributos e outros custos variáveis para calcular a contribuição; vender o adicional não exige, por definição, um cliente novo. Os números são ilustrativos.
Confira também o cadastro dos componentes do combo. A política de cancelamento recomenda cadastrar itens como complementos para que o cancelamento parcial seja calculado corretamente. Descreva o conjunto e as quantidades para que o cliente saiba o que está comprando.
Passo 7: disponibilidade por horário
Item que aparece no cardápio e não pode ser feito gera cancelamento. O iFood permite configurar dias, turnos e horários de cada item. Use isso para pratos do almoço, sobremesas que acabam cedo e promoções de dia específico.
Como testar mudanças sem se enganar
Mude uma coisa por vez. Se você troca foto, nome e preço do mesmo item na mesma semana, não vai saber o que funcionou.
- Anote o número de vendas do item nas duas ou três semanas anteriores, separado por dia da semana.
- Faça a mudança.
- Compare com as mesmas semanas e dias depois.
- Considere fatores externos: feriado, chuva, promoção que estava ativa.
Para entender como o cardápio se encaixa no restante da estratégia de vendas dentro do app, veja como vender mais no iFood e, para saber quais categorias tendem a ter mais procura, o que mais vende no iFood.
Diferencie exposição, conversão e contribuição
Um item pode vender mais porque recebeu mais visitas, porque o preço caiu ou porque a loja abriu por mais horas. A contagem de vendas sozinha não demonstra que a nova foto converte melhor. Se o relatório permitir, acompanhe compras e visitas na mesma base de período e definição. Quando não houver dados por produto, registre a limitação e use a leitura como sinal, não como prova causal.
Observe também a contribuição total. Destacar um combo barato pode aumentar o ticket de quem compraria só um lanche e reduzir o valor de quem antes levava os itens avulsos. Confira adicionais, descontos e desperdício, além do faturamento. Evite apagar um produto só porque vende pouco: ele pode usar insumos já disponíveis, atender uma preferência específica ou completar pedidos com boa margem. A decisão de retirar precisa considerar o custo de manter e a procura que você perderia.
Um checklist rápido
- Os três primeiros itens têm boa margem?
- Todo nome diz o que é?
- Toda descrição tem porção e ingredientes?
- Todas as fotos seguem o mesmo padrão e mostram o produto real?
- Há algum item que não vende e pode sair?
- Os horários de disponibilidade estão certos?
Se a resposta for não para qualquer um, já existe trabalho para esta semana.
Perguntas frequentes
Qual a melhor ordem de categorias no cardápio do iFood?
O iFood sugere começar por promoções e combos, seguir com os pratos principais do mais vendido para o menos vendido, depois sobremesas e bebidas. Ajuste ao seu tipo de cozinha, mas mantenha no topo o que tem boa margem.
Preciso de fotógrafo profissional para o cardápio?
Não necessariamente. Uma foto com luz natural, fundo limpo e o prato como ele chega ao cliente costuma funcionar. O que não pode é foto escura, cortada ou diferente do que é entregue.
Quantos itens o cardápio do iFood deve ter?
Não existe número certo. A regra prática é tirar o que vende pouco e tem margem ruim. Cardápio enxuto ajuda o cliente a decidir e a cozinha a errar menos.
Posso usar imagem gerada por inteligência artificial?
Confira a política vigente no Portal do Parceiro. Em qualquer caso, a imagem precisa mostrar o produto como ele é entregue, senão o resultado é reclamação e avaliação baixa.
Fontes consultadas
- Cardápio iFood: confira 5 dicas de especialista para você montar o seu (iFood Parceiros)
- Política de cancelamento iFood
Taxas, regras de plataformas e normas mudam. Confira sempre a versão atual na fonte oficial antes de decidir.